quarta-feira, 8 de julho de 2015

O AMOR PRECISA DE TEMPO

Marcelo Augusto de Carvalho

Êxodo 20.8- “Lembra-te do Sábado para o santificar”.

Qualquer relacionamento, para que exista, cresça e continue exige tempo das pessoas envolvidas. Mas neste tempo em que o tempo não pára, desejamos relacionamentos, mas damos a eles cada vez menos seu devido tempo. E não é diferente para com Deus. Por isto, há tanto tempo, Ele já nos disse: Lembra-te de te encontrares comigo! Há um dia ideal para nos encontrarmos com Ele. Vejamos.

SUA ORIGEM.
1-  É de origem divina. Gên. 2.1-3 e Êxo. 20.8-11.
2-  Foi instituído no Éden- na eternidade. Isa. 66.22-23.
3-  Grande júbilo presidiu a instituição do Sábado. Ao instituí-lo, Deus declarou “muito bom”. TS, vol. 3, pág. 16. Gênesis. 1.31.

É ESPECIAL, QUANTO À:
1-  Sua origem, por ser o primeiro símbolo da comunhão divino-humana disponibilizada para nós.
2-  Sua duração, pois sobreviveu através de toda a história, a despeito das tentativas de destruí-lo.
3-  Sua função, pois serve como símbolo por excelência da eleição divina e da missão do povo de Deus.

É O ÚNICO MANDAMENTO QUE DEMARCA TEMPO. PORQUE DEUS DEMARCOU TEMPO SAGRADO E NÃO LUGAR, OBJETO, CIRCUNSTÂNCIA OU PESSOA SAGRADA PARA SEU CULTO?
1.    A coisa sagrada pode ser mais facilmente adorada, pois atrai nossa visão para aquilo que pode ser visto em vez de erguê-la para o que é infinito.
2.    Podemos dominar e controlar coisas, mas não podemos controlar  tempo. Por exemplo, não há nada que se possa fazer para impedir que as 5 horas cheguem.
3.    Podemos evitar sempre coisas, decidindo apenas não estar onde essas coisas estão. Mas não podemos evitar a chegada do próximo Sábado, pois haverá de vir não importa onde estejamos ou o que estejamos fazendo. Podemos apenas decidir como relacionar-nos com ele; não podemos fugir ou esconder-nos dele.
4.    Os seres humanos podem construir coisas; somente Deus pode criar o tempo. Cada minuto que passa é prova da ação divina na criação. Objetos sagrados nos permitem pensar que estamos adorando algo que o homem fez. O tempo sagrado leva-nos a reconhecer a Deus como o único Criador.
5.    O Sábado é o tempo para formar amizade com Deus. O elemento mais importante na formação de amizade é o tempo passado junto. Estar em algum lugar junto não é tão importante como passar algum tempo junto onde quer que se esteja.
6.    Se Deus tivesse edificado Seu santuário simplesmente como um lugar, as pessoas dirigir-se-iam a esse lugar julgando que por estar ali estariam adorando. Mas Deus quer que Seu povo passe algum tempo com Ele; desse modo Ele edificou Seu santuário com o tempo.
7.    O Sábado, como tempo sagrado, vem a todos em termos exatamente iguais. Se Deus houvesse erigido um local sagrado, teria limitado àqueles que vivessem nas proximidades ou àqueles que pudessem viajar até lá ou àqueles que dispusessem de tempo suficiente para viajar até lá. Deus teria sido parcial, nas bençãos disponíveis aos adoradores.
8.    O tempo gasto com Deus tem sempre maior impacto quando comparado com o estar meramente em algum lugar sagrado. O próprio Deus é o centro das atenções, e não apenas o lugar ou as coisas. Afinal, a mente imatura sempre se impressiona com algo que apela a seus sentidos físicos- algo grande, brilhante ou caro. (Por isto que para os mundanos, tão carnais, é necessários mega-shows para que se sintam satisfeitos. Para o cristão, qualquer lugar, qualquer simples programação, na qual ele tenha certeza da presença de Deus ali, lhe traz o céu à terra).
9.    Durante 6 dias da semana o homem se preocupa com o domínio do mundo físico; no sétimo dia ele permite que o mundo espiritual o domine. O que uma pessoa faz no Sábado (no tempo) dá sentido e propósito a tudo quanto faz durante a semana (com coisas).
10. O tempo gasto com uma pessoa tem o propósito de conhecê-la. O Sábado tem este propósito fundamental na vida cristã e na salvação. Adorá-lo, relacionamento divino-humano, santificação e salvação.
FONTE: Mais semelhantes a Ele, manual do professor, pág. 147, CPB.

POR QUE OBSERVAR O SÁBADO?
1.    A Bíblia enfatiza lembrá-lo e guardá-lo. Êxo. 20.8, Deut. 5.12.
2.    Porque é um memorial do descanso de Deus depois que terminou de criar o mundo e o homem.
3.    Porque este é o dia do Senhor, escolhido por Ele para este fim. Êxo. 20.12.
4.    Ele, Deus, nos deixou o exemplo, e espera que o sigamos nesta prática. Gên. 2.1-3.
5.    Cristo, quando na Terra, deixou-nos este mesmo exemplo. Luc. 4.16.
6.    Os discípulos fizeram o mesmo. Atos 18.3,4,11.
7.    Fomos libertos do pecado para observarmos as leis divinas. Deut. 5.15. EX- Israel.
8.    Os salvos o farão na Eternidade. Isa. 66.22-23.

O QUE O SÁBADO SIGNIFICA NA VIDA DO HOMEM.
1-  Embora Todos os mandamentos sejam uma dádiva de Deus, o quarto é de modo especial um presente Seu para nós.
2-  É o sinal de Deus com Seu povo. Ezeq. 20.20
§  Para sabermos que Ele é o Senhor que nos santifica. Êxo. 31.13.
§  Para reconhecermos que o Senhor Jeová é o nosso Deus. Eze.20.20.
§  Para distinguir Seu povo na Terra enquanto Cristo não volta.
§  É um sinal que Deus nos reconhece como Seu povo escolhido.
§  É o sinal que distingue entre os fiéis e os incrédulos. 
§  É o sinal de afinidade que existe entre Deus e Seu povo.
3-  É o verdadeiro dia de alívio e libertação- para os animais que descansam, para os sofredores que recebem nossa especial atenção e para nós mesmos.
4-  É o convite de Deus para o equilíbrio entre o trabalho e o descanso, e um antídoto contra a ganância material e indolência profissional (tão naturais na natureza humana).  

COMO GUARDAR O SÁBADO?
1.    Lembrar de observá-lo. (Há muitos que se esquecem!)
2.    Não Cuidar dos próprios interesses.
3.    Não fazer a própria vontade.
4.    Não falar palavras impróprias para um momento sagrado.
5.    Não trabalhar, comprar, vender, ou marcar negócios para serem feitos na semana.
6.    Os filhos (que moram conosco), os empregados, a nossa empresa, os animais, e mesmo os visitantes de nossa casa- TODOS devem observar o Sábado. Deus deseja conceder este dia de descanso à humanidade inteira, e não limitar este direito aos cristãos.
7.    Fazer o bem, salvar de um perigo, recuperar a vida, sarar o doente e alimentar os animais- são lícitos no Sábado. Luc. 13.15-16.
8.    Não guardar o Sábado de forma legalista como os fariseus (guardar o Sábado para ser salvo), nem tão pouco ser libertino a ponto de desconsiderar este mandamento.
9.    Dia para adoração a Deus em Seu templo.
10. Dia para comunhão com nossos irmãos na fé.
11. Dia para aprofundar os relacionamentos familiares.
12. Não assistir TV, programas seculares, fitas de vídeo ou escutar música imprópria para este dia, rádio, assistir aulas e mesmo participar de festas de aniversário, encontros e visitas sociais. TS, vol 2, pág. 181, 182, e vol 3, pág. 23, 26, 357.
13. Deixar os divertimentos seculares para os dias semanais.
14. Evitar viagens durante ou que começem ou terminem no Sábado.
15. Não passar estas sagradas horas na cama. Levantar-se cedo para aproveitar ao máximo estes momentos sagrados.
16. Passear pela natureza, visitar órfãos, doentes e viúvas, pregar o Evangelho.
17. Esquecer o trabalho. É possível voltar do trabalho para casa e carregar consigo o trabalho a ponto de não conseguir descansar. ‘E preciso entrar no descanso.
18. Descansar não é só dormir ou nada fazer. Descansar no Sábado só é possível quando estamos ligados a Deus. 

SEXTA-FEIRA.
§  O Sábado começa no pôr-do-sol da Sexta-feira e termina no pôr-do-sol do Sábado, como qualquer outro dia. Lev. 23.22, Neem. 13.19.
§  É o dia de preparação, quando tudo deve estar pronto para que o Sábado seja observado adequadamente.
§  Toda roupa em ordem, lavada e passada.
§  Todo alimento cozido.
§  Sapatos engraxados, banho tomado, casa e cozinha limpa e arrumada.
§  Minutos antes do Sábado iniciar, toda a família deve estar reunida para cantar, ler a Bíblia e orar, recebendo assim as horas do Sábado. 

BENEFÍCIOS DA OBSERVÂNCIA DO SÁBADO.
1-  Descanso Físico.
a) Não fomos criados só para lutar e trabalhar. Nenhum ser humano sobrevive sem descanso; o homem tem necessidade de uma parada física.
- O descanso físico recompõe as células perdidas nas múltiplas funções do organismo. Muitas delas só se recompõe quando descansamos.
- O descanso é tão importante que Deus o ordenou, lembrou e cobrou do homem que o observasse. Se assim não o fazemos, destruímos esta maravilhosa máquina que é o nosso corpo em muito pouco tempo. Abreviamos seu tempo de utilidade.
- Para que tenhamos qualidade e quantidade de vida (muitos anos, e bem vividos) precisamos de muito descanso- diário: 8 h de sono; semanal- Sábado; anual- as férias; o circunstancial- quando doentes, estafados, pós parto ou operações cirúrgicas e na velhice a aposentadoria.
- EX: neste mundo capitalista que estamos mergulhados, quem descansa parecer ser um “grande preguiçoso”. Mas isto ocorre porque a ganância do homem quer levá-lo a conseguir o que realmente não precisa. Mas veja: um homem com 60 anos de idade, terá dormido em média 20 anos initerruptamente se ajuntarmos todas as horas que ele dormiu (8 h em média por dia). Um terço de nossa vida passamos descansando para que possamos viver razoavelmente.
b) O desejo de obter mais conforto material força as pessoas a trabalharem demais e dormirem muito pouco, sendo que a maioria perde de 60 a 90 minutos por noite em relação ao ideal para o descanso e a saúde.
c) A falta de repouso tem especial perigo para as mães, que vivem em contínua agitação. As mães trabalham em média, mais de 80 horas por semana, cuidando da casa, dos filhos e trabalhando fora. Isto está abreviando a vida da mulher, e ainda formando uma raça fisicamente mais fraca para o futuro.
d) Para quem freqüenta a escola, para quem trabalha, ou cuida dos filhos, para os militares, aposentados, doentes, para todos, a necessidade que é comum a todos é o descanso semanal do Sábado, capaz de enriquecer todas as dimensões da vida. 
2-  Descanso espiritual.
§  - Cuidado: o programa de atividades da igreja local no dia do Senhor, na maioria das igrejas cristãs desfavorece completamente o descanso físico e espiritual. Culto especiais bem cedo; classe de professores às 8h; Escola Sabatina às 9h; culto divino às 10h30m; comissão da igreja às 14h; ensaio do coral ou do conjunto às 15h30m; programa jovem às 17h; social jovem às 19h. E tudo isto sem falarmos nas visitas missionárias e programas alternativos que assumimos.
§  - Aí vem o estigma de que quem não participa das atividades é considerado por muitos um “fraco na fé”.
§  - Com este acúmulo de atividade vem o “stress espiritual”.
§  - Aí também não sobra tempo para mais nada, inclusive para a relação familiar.
§  - É preciso haver um bom planejamento eclesiástico como saída para o stress espiritual tão comum hoje em nossos membros de igreja, líderes de nosso povo.
3-  Alegria, deleite e gozo no coração.
a) Pessoas vivem tão envolvidas com o trabalho secular durante os dias úteis que acabam caindo numa verdadeira ressaca nos fins de semana.
- Dor de cabeça, passividade, preguiça, vontade de dormir e glutonaria são sintomas desse problema.
- Um mero legalismo ou medo de Deus não nos levará a guardarmos o Sábado com alegria e prazer no coração.
- Simplesmente observar o Sábado não é suficiente para tudo o que ele envolve em nossa vida.
- É preciso haver um bom planejamento semanal de atividades para que possamos viver bem todos os dias, de forma especial o dia em que vamos falar com Deus.
b) Alguns passam o Sábado contando as horas para que ele termine logo. Se pudessem puxariam o sol para que essas horas tão “chatas” terminassem.
- Talvez ainda lhes falte uma profunda relação com Deus.
- Valorizamos cada segundo que passamos com nossas namoradas porque as amamos muito, e este relacionamento é muito importante para nós.
c) Portanto, o Sábado não é chato ou gostoso por possuir uma boa programação ou não na igreja local. Esta é uma questão pessoal de relacionamento com Deus, pois este é o maior objetivo da guarda do Sábado.
- Se eu não amo a Deus, não me relaciono com Ele durante a semana, o Sábado ser-me-á realmente um fardo pois sinto Seu convite para nos comunicarmos, mas desejo continuar distante dEle como o faço durante a semana.
4-  Contato especial com Deus.
- É dia para meditação, oração, estudo da Bíblia e adoração a Ele. Dificilmente conseguimos tudo isto durante a semana.
- Calvino: o Sábado nos ensina a morrer para nossos próprios gostos e obras, de modo que possamos meditar sobre o reino de Deus.
5-  Enriquece nossa relação familiar.
- “Era o plano de Deus que os membros da família se associassem no trabalho e no estudo, no culto e na recreação, sendo o pai o sacerdote da casa, e pai e mãe os professores e companheiros dos filhos. Mas os resultados do pecado, tendo mudado as condições da vida, impedem em grande parte essa associação. Muitas vezes o pai dificilmente v6e a face dos filhos durante toda a semana. Acha-se quase totalmente privado de oportunidade para companhia ou instrução. O amor de Deus, porém, estabeleceu um limite às exig6encias do trabalho. Sobre o Sábado Ele põe Sua misericordiosa mão. No Seu próprio dia Ele reserva à família a oportunidade da comunhão com Ele, com a natureza, e uns para com os outros”.  Educação, pág. 250 e 251.
- Este deve ser um dia especial em que a família fique unida. (Longe com estes almoços na casa dos irmãos, ou viagens, passeios e programas que nos fazem ficar separados de nossos entes queridos).
6-  Enriquece nossa relação com nossos irmãos na fé.
- Assim foi na relação Jesus com seus discípulos. Luc. 4.16; Marc. 2.
- Assim foi na relação dos discípulos entre si. Atos 18.
- Assim será com todas as comunidades cristãs, pois neste dia nos reunimos para adorar o mesmo Deus, repartir nossa fé, fortalecê-la pelo compartilhar, e formarmos mais uma vez o corpo do Senhor na Terra.
7-  Santificação do caráter.
- Esse é o dia da santificação. Pela contemplação de Seu caráter, pelo relacionamento com Ele, e pela obediência a Seus mandamentos alcançamos mais e mais maior semelhança a Ele.
- Aquele que de coração obedecer ao quarto mandamento, obedecerá toda a lei, e será santificado pela obediência. TS vol 3, pág. 17 e 18.

CONSEQÜÊNCIAS DA QUEBRA DO QUARTO MANDAMENTO.
1-  Eliminação do povo de Deus. Êxo. 31.14; 35.2.
2-  O povo de Israel não entrou no descanso da Terra Prometida por Ter profanado o Sábado.
3-  Foram levados ao exílio por esta mesma razão. Ezeq. 20. 16-21; Jer. 17.27.
BENÇÃO DIVINA PARA O OBSERVADOR DO SÁBADO. Isa. 58.13-14.

APELO: A ÚNICA MANEIRA DE OBSERVARMOS O SÁBADO CORRETAMENTE É PASSANDO PELA CONVERSÃO. Gál. 5.6 e 6.15. Aí observaremos o Sábado motivados pela fé e pelo amor ao Senhor.

FONTES: A Ética dos 10 mandamentos, H.U.Reifler, pág. 87-97.Vida Nova   Princípios de Vida, pág. 141-149.


Pr. MARCELO CARVALHO DEZEMBRO DE 1997 SP

terça-feira, 7 de julho de 2015

Anfípliso Cidade Grega.

Anfípliso Cidade Grega.Anfípolis ou Anfípole1 era uma cidade grega na região habitada pelos edonos, hoje periferia da Macedónia Oriental e Trácia. Foi construída num planalto na margem oriental do rio Estrimão onde ele emerge do lago Cercinite, 3 metros acima do mar Egeu. Fundada em 437 a.C., a cidade foi enfim abandonada no século VIII d.C..
Apenas o norte do Mar Egeu sentou Anfípolis, uma cidade do nordeste da Macedónia. Era aproximadamente 30 milhas (45 km) a sudoeste de Philippi e 5 milhas (8 km) do interior da cidade portuária Eion. A cidade era mais conhecido por seus têxteis óleo, madeira, vinho, figos, ouro, prata, e de lã. Thracians primeira fundada neste sítio, um militar estratégico e localização comercial, no século 5 aC.
Bizantino Basílica MosaicosO Serviço Arqueológico Grego escavou Anfípolis desde 1956. Inscrições, moedas, restos de um aqueduto romano, e túmulos clássicos e da idade helenística estão entre os achados. As paredes, ponte, e ginásio também foram bem preservadas. Cinco igrejas foram descobertas em que vários mosaicos do piso ainda podem ser vistos, muitos mostrando representações de pássaros.




Rio StremonesAnfípolis repousava sobre uma colina com terraço em uma curva do Rio Stremones, que drenava para Lake Cercinitus. O rio cercado a cidade em três lados, enquanto um muro protegido lado oriental da cidade. A Way Ignatia, o principal leste-oeste estrada romana viajar da Ásia para a Itália, passaram pela cidade ao longo de uma ponte sobre o Stremones no século 1 dC. Woodpiles fossilizado restante a partir da ponte pode ser visto hoje.




 O Leão de AnfípolisO Leão de Anfípolis foi construído no terceiro ou segundo século antes de Cristo e pode ter homenageado Laomedon, companheiro de Alexandre, o Grande, que se tornou governador da Síria. Remontado em 1930, ele se senta na cidade hoje, tal como aconteceu quando Paulo veio para a cidade durante o século 1 dC. Paul veio por Anfípolis com Silas durante sua segunda viagem missionária, viajando no Caminho Ignatia de Filipos a Tessalónica (Atos 17: 1).Atos 17: 1).

Quem ressuscitou a Jesus Cristo? (João 10:17, 18)


INTRODUÇÃO
Um ouvinte do programa “Lições da Bíblia”, que apresento na Rádio Novo Tempo diariamente, disse que eu havia me equivocado em dizer que “Deus Pai ressuscitou a Cristo”. Afinal, na opinião dele, Ellen G. White escreveu que o Salvador tinha vida em Si mesmo para sair da sepultura. Por isso, na visão do amigo ouvinte, Cristo não necessitaria da intervenção de outro membro da divindade para voltar à vida no “terceiro dia” (Cf. 1Co 15:4).
Nesse post abordarei de forma muito sucinta essa questão, que foi mais detalhada por Alberto Timm na “Revista do Ancião” de abril-junho de 2009. Sua resposta pode ser lida no site do Centro de Pesquisas Ellen G. White clicando aqui.
Também farei uma análise de um “argumento” de defensores da doutrina da “imortalidade natural da alma” em torno desse assunto. Vários deles alegam que, se Jesus é Deus (Is 9:6) e não pode morrer (Cf. 1Tm 6:15, 16), isso significa que Ele estava consciente durante a morte. Veremos se eles possuem na Bíblia algum embasamento para tal afirmação, e saberemos o momento certo em que os mortos tornarão a viver para receber a recompensa que cada um merece (Jo 5:28, 29).
Para um estudo bíblico e erudito sobre o tema, recomenda-se a leitura da obra Imortalidade ou Ressurreição, de Samuele Bacchiocchi, publicado no Brasil pela Imprensa Universitária Adventista.
 A TRINDADE SEMPRE ATUA UNIDA
Realmente, Ellen G. White, ao comentar sobre João 10:17, 18 em O Desejado de Todas as Nações, p. 785 (entre outras referências), afirma que “o Salvador saiu do sepulcro pela vida que havia em Si mesmo”. Todavia, ela não afirma que a ressurreição do Senhor aconteceu apenas através da vida que havia nEle.
No mesmo parágrafo a autora afirma que Seu retorno à vida ocorreu “Quando foi ouvida no túmulo de Cristo a voz do poderoso anjo, dizendo: ‘Teu Pai Te chama’”.
Isso não diminui a Divindade de Cristo, mas, mostra a atividade Triúna em tudo o que acontece no universo (veja-se, por exemplo, Gn 1:1-2 e Jo 1:1-3).
A Bíblia, nossa regra de fé e prática, é muito clara em ensinar que as Três Pessoas da Divindade estiveram envolvidas na ressurreição do Salvador. Veja:
– O Pai ressuscitou a Cristo: Gl 1:1;
– O Espírito Santo ressuscitou a Cristo: Rm 8:11;
– Cristo, com a vida presente em Si, voltou à vida: Jo 2:19; 10:17, 18.
Já Romanos 8:11 mostra uma relação muito profunda entre o Pai e o Espírito num trabalho conjunto para ressuscitar o Salvador: “Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus [o Pai] dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita”.
Perceba que nesse texto Paulo nem menciona a Cristo como tomando parte na própria ressurreição. Quem o faz é outro autor, o apóstolo João (Jo 10:17, 18). Como é bom vermos que a Bíblia se completa, não é?!
Biblicamente, podemos concluir que as Três Pessoas estiveram envolvidas no processo. Saber “como” isso aconteceu é outra história. Esse é mais um dos mistérios da divindade que não nos foi revelado (Dt 29:29).
ESPECULAÇÃO DOS IMORTALISTAS QUANTO À MORTE DE CRISTO
Alguns conjecturam que Jesus estava “consciente” na morte por Ele ser Deus e não poder morrer. Porém, isso não passa de mera especulação, que tenta encontrar algum tipo de argumento filosófico para defender a ideia antibíblica de que há “consciência depois da morte”.
Esse argumento filosófico, por mais lógico que possa parecer, não se sustenta com inúmeros textos bíblicos que mostram ser a morte:
  1. Inimiga (1Co 15:26) e não “amiga”, que sirva de “ponte” para a eternidade;
  2. Um estado de plena inconsciência (Ec 3:19, 20; 9:5, 6, 10), no qual as pessoas se encontram “dormindo” (Sl 13:3; Jr 51:57; Dn 12:2, 12; Jo 11:11-14; 1Co 15:6, 18; 1Ts 4:13; 2Pe 3:4) até a Segunda Vinda de Cristo (Jo 14:1-3; 1Co 15:23), quando ocorrerá a ressurreição (1Ts 4:13-18).
  3. Um momento em que as pessoas não estão adorando a Deus (Sl 6:5), seja num “estado intermediário” ou no paraíso (Sl 88:10-12; 115:17);
  4. Um momento em que as pessoas não estão sofrendo o castigo no “inferno”, pois a Bíblia diz que: (a) na morte elas não sentem ódio e nem inveja daqueles que foram salvos (Ec 9;5, 6, 10); (b) o castigo no lago de fogo é um evento futuro e não presente (Compare-se Mc 9:43-47 com At 17:30, 31, 2Pe 2:4, Ap 20:10 e Ml 4:1-3).
  5. Além disso, esse argumento filosófico não pode ser sustentado porque tenta explicar humanamente um mistério divino e, portanto, é uma manifestação da arrogância humana. Arrogância essa que ainda não se dispôs a submeter-se à lógica divina (Is 55:8,9) por meio do silêncio humilde, em reconhecimento de que há coisas (como esse assunto) que só entenderemos quando tivermos uma explicação do próprio Deus, no momento em que estivermos com Ele face a face (Ap 22:4).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
  1. As Três Pessoas da Trindade sempre trabalharam juntas e continuarão atuando em perfeita harmonia por toda a eternidade (Gn 1:1; Jo 1:1-3; Hb 9:14).
  2. O Deus encarnado morreu na cruz para pagar por nossos pecados (At 20:28) e não temos como explicar, com nossa lógica corrompida pelo pecado, um mistério tão inatingível (Dt 29:29; Is 55:8,9).
  3. Se na cruz tivesse morrido apenas uma “criatura” e não o Deus encarnado, ainda estaríamos perdidos. Criatura alguma, nem mesmo anjos (Cf. Hb 1:14; compare com Hb 1:8) poderia pagar a dívida da humanidade para com a Lei de Deus (ver Gn 3), a não ser Ele mesmo, o “Legislador” da Lei (Ver Is 33:22; Tg 4:12). Nisso, os amigos Testemunhas de Jeová devem refletir com oração.
  4. O ensino de que há “consciência” na morte é uma negação de inúmeros textos bíblicos já citados no presente artigo (entre eles Sl 6:5; 1Co 15:23) e contradiz o ensino bíblico da ressurreição (1Co 15:1-58). Além disso, essa questão não deve ser abordada à luz de algum que é um dos “mistérios da piedade” (1Tm 3:16, adaptado):  a encarnação e morte do Senhor Jesus Cristo.
  5. Além disso, a doutrina da imortalidade da alma contradiz a antropologia bíblica (holismo bíblico), que mostra ser possível existir vida e consciência apenas enquanto os três elementos da natureza humana (físico, mental e espiritual) estiverem em perfeito funcionamento, desenvolvendo-se harmonicamente (Cf. 1Ts 5:23, 24).
Despeço-me amigo(a) leitor incentivando-lhe a ter sua esperança na Volta de Cristo (Tt 2:13; Ap 1:7), assim como o apóstolo Paulo (2Tm 4:7, 8). Afinal, é a volta do Senhor – e não a nossa grande inimiga chamada morte – que trará de volta pessoas que amamos, e nos permitirá estarmos na presença dEle em um mundo sem dor, sofrimento, morte e incerteza do amanhã (Ap 21:4).
“Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda” (2Tm 4:8).
Um fraterno abraço!
http://novotempo.com/namiradaverdade/quem-ressuscitou-a-jesus-cristo-joao-1017-18/

Quem é Jesus?

João 1.1

INTRODUÇÃO
Conhecer a Jesus e ter um relacionamento pessoal com Ele é a coisa mais importante desta vida. Conhecer a Jesus é ter a vida eterna. Preste bastante atenção à lição de hoje.
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus (Jo 1.1). João apresenta Jesus como Verbo (Logos na língua grega), que tanto para o judeu como para o grego, significava a mente criadora, iluminadora, controladora e sustentadora de todas as coisas.
Observe que João afirma três verdades sobre Jesus, o Verbo: (1) Jesus existia antes da criação de todas as coisas. (2) Jesus sempre esteve intimamente ligado a Deus. (3) Jesus, o Verbo, é Deus. João não diz que Jesus era idêntico a Deus, mas do mesmo caráter, essência, qualidade e ser de Deus. Jesus é tão perfeitamente o mesmo que Deus em mente, coração e essência, que em Jesus vemos a perfeição de Deus: "Quem me vê a mim vê o Pai’, afirmou Jesus (Jo 14.9).
"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós…" (Jo 1.14). Jesus, o Verbo, se encarnou e "armou a sua tenda" entre nós. Ele se fez gente. Isto revela que na pessoa de Jesus Cristo houve a união de uma natureza plenamente humana com uma natureza plenamente divina. Jesus é plenamente Deus e plenamente homem. As duas naturezas acham-se unidas nesta fusão pessoal "sem confusão, sem mudança, sem divisão, sem separação".
A partir dessas verdades iniciemos o estudo acerca da pessoa de Jesus.
1. Os nomes de Jesus
Uma das maneiras de se conhecer a Jesus é estudando os seus nomes. Na Bíblia, o nome de uma pessoa indica o seu caráter ou a sua missão.
Nos nomes de Jesus encontramos uma auto revelação de quem é a sua pessoa e qual a sua missão. Analisemos apenas três dos nomes atribuídos a Jesus:
1.1. O nome Jesus. Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles, disse o anjo do Senhor a José (Mt 1.21). Jesus significa "Salvador", ou seja, "Ele salvará o seu povo dos pecados deles". O nome indica a sua missão. Ele veio ao mundo para nos salvar.
1.2. O nome Cristo. "… é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor" (Lc 2.11). "Cristo" significa "o ungido", cujo equivalente hebraico é "Messias". Se o nome Jesus indica a missão, "Cristo" refere-se à capacitação oficial para a missão. Jesus é o nome pessoal, Cristo é o nome oficial (At 10.38).
1.3. O nome Senhor. "Senhor" é a tradução grega do nome sagrado de Deus no Antigo Testamento, "lave" ou "Jeová" foi traduzido pela palavra grega "kyrios" (Senhor), aparecendo mais de 700 vezes na Bíblia. "Jesus é o Senhor" foi a primeira confissão de fé da Igreja Cristã (Rm 10.9; 1 Co 12.3; 2 Co 4.5). Jesus é lave, isto é, DEUS ou SENHOR (At 2.34ss.; Rm 8.34).
O evangelista João que escreveu o seu evangelho para provar a divindade de Jesus, afirma que Jesus usou o nome auto revelado por Deus no Antigo Testamento: "Disse Deus a Moisés: Eu Sou o que Sou…" (Êx 3.14). "Eu sou" não somente expressa a autoexistência e autossuficiência de Deus, como também é uma expressão de atendimento a qualquer necessidade do homem. Jesus se identifica como Deus ao usar por diversas vezes a expressão "Eu sou". Disse Jesus:
- Eu sou o pão da vida (Jo 6.35); alimento para os famintos.
- Eu sou a luz do mundo (Jo 8.12); visão para os cegos.
- Eu sou a porta das ovelhas (Jo 10.7); destino para os perdidos e desviados.
- Eu sou o bom pastor (Jo 10.11); cuidado para com as ovelhas.
- Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida (Jo 14.6); salvação para os enganados.
- Eu sou a ressurreição e a vida (Jo 11.25); vida para os mortos.
- Eu sou a videira verdadeira (Jo 15.1); comunhão para aqueles que O buscam.
2. As obras de Jesus
A prova da divindade de Cristo mediante as obras que Ele realizou, é o tema central do Evangelho de João: Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome (Jo 20.30-31). João selecionou sete sinais realizados por Cristo. Cada sinal revela um aspecto da divindade de Jesus:
Texto
Milagre
Mensagem
2.1-12
Água transformada em vinho
Jesus é o Senhor da qualidade
4.46-54
A cura do filho de um oficial
Jesus é o Senhor da distância
5.1-18
A cura de um paralítico
Jesus é o Senhor do tempo
6.1-15
A multiplicação de pães e peixes
Jesus é o Senhor da quantidade
6.16-21
Andando por sobre as águas
Jesus é o Senhor da natureza
9.1-41
A cura de um cego de nascença
Jesus é o Senhor do sofrimento humano
11.1-46
A ressurreição de Lázaro
Jesus é o Senhor da morte e da vida
Entretanto, a maior obra realizada por Jesus foi a da redenção dos pecadores. Esta compreende sofrimento, morte e ressurreição (Mt 16.21). O apóstolo Paulo diz:"… a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação… Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus" (2 Co 5.19,21). "Deus estava em Cristo" na cruz, realizando a grande obra da salvação (At 2.22-24). A obra da cruz é insubstituível, única e insuperável. Aquilo que Jesus fez, Ele o fez uma vez por todas. A obra de Jesus na cruz é singular.

CONCLUSÃO
Sendo Jesus divino, Ele deve ser posto num nível infinitamente superior aos homens que já existiram, principalmente os fundadores de religião: Buda, Maomé, Confúcio, Alan Kardec e outros. A obra realizada por Jesus é singular, definitiva e impar. Somente Ele morreu pelo homem pecador. Logo, o cristianismo não é uma religião de ideias, mas dos atos de Deus na História. Outros líderes religiosos destacam-se por aquilo que ensinaram. Jesus, porém, por aquilo que Ele é: Deus que se tornou homem. Jesus Cristo é o único meio de se chegar até Deus. Ele é caminho para Deus.
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José Carlos Costa, Pastor

domingo, 5 de julho de 2015

LEGALISMO OU AMOR?

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Se você está lutando com o legalismo, não lute abandonando os seus bons momentos. Esta é uma boa advertência que eu me lembro de ter ouvido certa vez de um pastor. Em outras palavras, existe uma tentação de presumir que combater o legalismo é correr das boas coisas, quer seja a leitura da Bíblia ou atos de amor, porque nos enganamos ao achar que elas fazem parte do problema. Todos estão sujeitos a essa tentação. Somos bombardeados diariamente com várias escolhas. O que comer, o que vestir, o que assistir, onde estudar e trabalhar, com quem sair. Dessa forma se torna muito fácil confundir princípios com práticas. Uma confusão pode se formar na linha entre realmente viver para a glória de Deus, ou viver atrelado ao legalismo. Mas penso que a dúvida começa com a definição do legalismo.
O que é legalismo. Legalismo é perseguir boas obras com a intenção de conseguir o favor divino. O ponto é salvar a si mesmo. São boas obras sem a crença de que Deus nos justifica pela fé somente. John Piper explica da seguinte forma: “A essência do legalismo é quando a fé não é o motor da obediência”. Quando trabalhamos arduamente para Deus em vista de obtermos seu favor, não estamos operando pela fé. Ao invés disso, estamos afirmando que devemos acrescentar alguma coisa ao trabalho finalizado de Cristo na cruz. Seu trabalho não foi suficiente, portanto, devemos trabalhar para deixá-lo feliz – devemos tomar o trabalho em nossas próprias mãos para sermos aceitos por Deus.
Mas a Bíblia nos diz que somos justificados pela graça através da fé somente, e não é um trabalho nosso, mas um presente gratuito de Deus. Nossa salvação não é, e nunca será, resultado de nossas obras: “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus” Efésios 2:8. Não há nada que possamos fazer para ganhar o favor salvador de Deus. Se estamos em Cristo, nós TEMOS o seu favor, sempre!
Eu sei que quando sou tentado pro lado do legalismo, é simplesmente por ambição própria. Eu quero pegar meus bons atos e ficar desfilando com eles para Deus e o mundo. É por isso que Efésios 2:9 é tão importante: “não por obras, para que ninguém se glorie”. O motivo pela qual a nossa salvação é gratuita, é para que ninguém fique por aí se achando. Nossa salvação não é no fim das contas acerca de nós, mas acerca de Deus. Deus faz o trabalho e Ele recebe todo o crédito por isso. O legalista quer fazer o trabalho, merecer o favor e receber a glória por isso.
O que não é legalismo? Aqui é onde a confusão começa a se formar. Igualar a busca pela santidade com o legalismo pode causar um mundo de problemas. Esse erro pode eventualmente levar à projeção de um julgamento sobre os outros ou a uma vida de licenciosidade. Mas perseguir a santidade e viver de forma legalista não é a mesma coisa. Legalismo é uma questão do coração, não obediência a Deus e amor radical ao próximo. Legalismo se dá quando tentamos merecer o favor de Deus, e não quando o seguimos porque fomos salvos pela graça.
Novamente Piper explica: Veja bem, legalismo não é simplesmente a busca pela lei. É a busca da lei pelos motivos errados – com algum outro propulsor que não seja a fé. A lei de Deus DEVE ser buscada. O Filho de Deus “condenou o pecado na carne, a fim de que as justas exigências da Lei fossem plenamente satisfeitas em nós, que não vivemos segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Romanos 8:3b-4. Nós devemos buscar o cumprimento da lei – pelo Espírito. Vamos chamar essa boa busca de “obediência pela fé”.
Essa notícia é libertadora. Podemos buscar a Jesus, amá-lo, aprender sobre Deus, e podemos fazer isso como um ato preenchido de obediência pela fé. Quando acordamos pela manhã e nos prostramos desesperadamente perante Deus, é um ato que expressa a nossa necessidade dele. Quando abrimos as nossas Bíblias para ouvir a sua voz, nós o fazemos não porque procuramos a sua aceitação, mas para andarmos em sua companhia.
O que estamos realmente perseguindo? No começo do texto eu citei algumas das escolhas que encaramos diariamente por aí. Com certeza nós temos muitas. Mas por um acaso alguma delas resume o que é seguir a Jesus – coisas como comer ou não comida orgânica ou vestir ou não calça jeans? Nós podemos gastar toneladas de energia em várias atividades, mas Deus nos chama para perseguir algo bem mais incrível, e de alguma forma, mais simples. Ele nos chama para sermos santos: “Como filhos obedientes, não se deixem amoldar pelos maus desejos de outrora, quando viviam na ignorância. Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, pois está escrito: ‘Sejam santos, porque eu sou santo’.” 1 Pedro 1:14-16.
Assim como um filho obedece a seu pai, nós somos chamados para sermos crianças obedientes ao Pai celeste. Nós buscamos a Deus porque “não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que nós fomos redimidos da nossa maneira vazia de viver, transmitida por nossos antepassados, mas pelo precioso sangue de Cristo” 1 Pedro 1:18-19. A instrução de Pedro parece guerra: “estejam com a mente preparada, prontos para agir; estejam alertas e ponham toda a esperança na graça que será dada a vocês quando Jesus Cristo for revelado.” 1 Pedro 1:13 – o que não é legalismo, mas fé.
Com certeza devemos estar atentos aos perigos de se inclinar para o legalismo. Mas lembremo-nos que a busca por Cristo, especialmente pela guerra contra o pecado, não deve ser negligenciada apenas porque nossos corações são tentados pelo erro. Como podemos combater qualquer tentação? Nós recordamos o que Deus fez através de Cristo e o que ele nos prometeu fazer, que é somente pela sua graça, não por nossas obras.
Isaque Resende – www.cristaoscansados.net

quinta-feira, 2 de julho de 2015

AGENTE NOTA 10

Marcelo Augusto de Carvalho


Êxodo 20.7

Na famosa década de 60 surgiram os famosos filmes do agente 007. Quem quando menino, sugestionado por tais filmes, nunca pensou em ser um agente especial? Mas você pode. Na verdade já é. Basta assumir sua identidade, mas que não é secreta!

- Literalmente poderíamos traduzir: “Não usar o nome de Deus para o mal”.
- Para o judeu, o nome está intimamente ligado à pessoa, indicando seu caráter ou o caráter de seu pai (Êxo. 3.13; Mat. 1.21), ou ainda denotando a posição  e função de quem traz o nome (Êxo. 23.21).
- Só é possível quebrar este mandamento porque Deus revelou-Se, bem como Seu nome.  Ele disse: “Eu Sou”, “O Senhor”, “El Shadai”, ou o grande “YHWH”- Yaweh, Jeová.

COMO OBSERVAR ESTE MANDAMENTO?
1-    Jamais devemos amaldiçoar alguém.
2-    Jamais empregar o nome de Deus sem pensar, seja em qualquer circunstância.
a) O mandamento não proíbe o uso do nome de Deus, e sim o uso indevido.
3-    Jamais invocar Seu nome em cerimônias ocultas, quando sabemos que Ele não nos permitiu estarmos ali. EX- Balaão ao amaldiçoar Israel.
4-    Jamais jurar levianamente, e ainda usar Seu nome para comprovar nosso juramento. EX- Pedro ao negar que seguia a Cristo.
a)   O mandamento não proíbe o uso do nome do Senhor em juramentos verazes.
b)   Na verdade, ao fazê-lo assim, a pessoa mostrava a toso que era adoradora de Jeová.
c)    Mas fora dos juramentos, o nome de Deus era pronunciado apenas 1 vez por ano, em Israel, quando o sumo sacerdote abençoava o povo no grande dia da expiação. Lev 23.27.
5-    Jamais falar uma mentira e ainda usar Seu nome para mostrar que o que falamos é verdade. Lev. 19.12.
6-    Jamais pronunciar o nome de Deus para fins de mentira ou vício de qualquer espécie.

25 de maio - Suas Verdadeiras Cores
Sempre tive um pouco de inveja das famílias européias cujos ancestrais têm um brasão, uma insígnia que representa a família. Se você já teve um distintivo dos desbravadores na manga, já usou um brasão. Talvez já tenha visto uma âncora nas roupas dos marinheiros. Ela também é um tipo de insígnia.
Na Europa, quando os exércitos tinham que mostrar suas cores, significava que deviam mostrar suas insígnias, mostrar por quem lutavam. As marinhas mostram suas cores hasteando uma bandeira de seu país no navio, para que todos saibam de onde é aquele navio. Durante um certo tempo, as pessoas podiam confiar no que viam. Mas aí veio alguém e tirou vantagem da fé que as pessoas tinham nas cores que eram mostradas.
Ninguém sabe de quem foi a idéia, mas o fato é que algum pirata planejou usar falsas bandeiras para navegar em águas nas quais nunca poderia navegar se mostrasse suas verdadeiras "cores". Sob um disfarce de amizade, os navios piratas atracavam ao lado dos navios mercantes e depois saqueavam os mesmos, levando tudo que podiam.
No momento certo, os piratas mostravam suas verdadeiras cores, baixando as bandeiras falsas e hasteando a verdadeira bandeira - aquela com a caveira e os ossos cruzados na frente para que os outros navios soubessem quem eles realmente eram.
Acredito que as crianças têm apenas uma cor. A Bíblia comprova esta opinião. Leia I João 3:7: "Aquele que faz o que é direito é justo, assim como Cristo é justo." Acho que Jesus aconselhou os adultos a serem como crianças porque elas geralmente são sinceras e bondosas, e desejam agradar os outros. Se você não tira vantagem de outras pessoas e não gosta de magoar ninguém, e ainda tenta tornar a vida dos outros mais feliz, é óbvio que está mostrando suas verdadeiras cores como um filho de Deus.
Você está caminhando em direção ao Céu. NANCY

7-    Devemos evitar usar expressões como: “Deus me livre”, “se Deus quiser”, “Deus é testemunha”, “juro por Deus”,  etc.
8-    A maior maneira de guardar este mandamento é SANTIFICAR SEU NOME POR MEIO DE NOSSA VIDA.
a)   O maior meio de santificar o nome de Deus é dizer a todos que somos cristão e viver à altura do caráter deste santo Deus.
b)   Talvez este quase desconsiderado mandamento seja o mais transgredido pelos cristãos, porque dizemos algo e fazemos o contrário. Falamos que somos filhos de Deus, mas somos avarentos, orgulhosos, presunçosos, ladrões no emprego ou nos dízimos, maus operários, irresponsáveis pais de família, frios na fé cristã ou no envolvimento missionário da Igreja.

IJ2000-142 - Conhecido Pelo Nome - Tiago 2: 7.
Alexandre o Grande, um dos mais renomados generais militares que já viveu, conquistou quase todo o mundo conhecido da época com seu enorme exército. Certa noite, durante urna campanha, ele estava irrequieto e saiu de sua barraca para caminhar pelo acampamento. Enquanto caminhava, acabou encontrando um soldado dormindo no posto de serviço, urna falha grave. A penalidade por dormir em serviço geralmente era a morte.
O soldado começou a acordar à medida que Alexandre se aproximava dele. Notando quem estava à sua frente, o homem temeu por sua vida.
- Você conhece a penalidade por dormir quando está de guarda? - perguntou Alexandre.
- Sim, senhor - respondeu assustado o jovem soldado.
- Soldado, qual é o seu nome? - exigiu Alexandre.
- Alexandre, senhor.
- Qual é o seu nome? - ordenou Alexandre novamente.
- Meu nome é Alexandre, senhor - repetiu o soldado.
Alexandre perguntou urna terceira vez, mais alto ainda:
- Qual é o seu nome?
- Alexandre, senhor - respondeu timidamente o soldado.
Alexandre, o Grande, olhou bem nos olhos do jovem.
- Soldado, ou você muda de nome, ou muda de conduta.
Corno soldados no exército de Deus, cada um de nós tem o nome de nosso Comandante, CRISTÃO. OS não cristãos nos julgam por nossas atitudes. Porém, mais importante ainda, eles julgam a Cristo também! Através de nossas ações, outros podem ser levados a crer que Jesus é irracional, rude, intolerante, impuro ou de pavio curto. Um pensamento assustador, não é?
Com a ajuda de Deus, vamos decidir que nossas ações nos revelarão - e Àquele que nos deu Seu nome - corno pessoas justas, gentis, tolerantes, puras e, acima de tudo, amorosas. CAROLYN

c) Jesus disse que seríamos a luz do mundo, o sal da terra. Mas que se esta qualidade fosse perdida, perderíamos nossa missão, seríamos jogados fora para que os homens nos pisassem. Ele disse que seria melhor amarrarmos uma corda em nosso pescoço e nos atirar ao mar do que escandalizar alguém.
FONTE: A ética dos 10mandamentos

30 de agosto - O Mundo Precisa de Sabor – Mateus 5.13.
Quero que você pense na maior igreja em que já esteve.
Agora ouça esta descrição e veja como a maior igreja onde você esteve se compararia com esta igreja.
O teto tem 22 metros de altura. Essa igreja levou seis anos para ser construída e tem lugar para cerca de 5.000 pessoas sentadas. Talvez alguns de vocês já tenham ido a uma igreja tão grande, mas provavelmente nenhum de vocês já esteve numa igreja como esta. Para começar, ela está quase 245 metros dentro da montanha. Além disso, foi esculpida em puro sal. Isto mesmo, sal! Essa igreja fica em Zipaquira, na Colômbia. Fica numa mina de sal, e o teto de 22 metros de altura é apoiado por colunas que também foram esculpidas no sal. Mas, como está enterrada na terra, você poderia entrar nessa igreja e nem saber que estava numa igreja.
Talvez, às vezes sejamos como aquela igreja enterrada. As pessoas sabem que você ama a Jesus? Será que elas podem, através do que você diz e faz, saber que você é seguidor de Jesus? Ou as pessoas passam por você sem saber que você é cristão? Você falou de Jesus para alguém ultimamente?
Jesus disse que somos o sal da terra. Não disse que éramos o sal na terra. Não deveríamos esconder a boa notícia que nossos amigos e vizinhos precisam saber, a boa notícia de Jesus ter morrido por nossos pecados, e assim podermos ser salvos se apenas aceitarmos Seu dom da salvação.
O sal faz a comida ter um sabor melhor se for usado no momento certo, e em quantidade certa. Permita que todos saibam através de suas palavras e ações que você ama a Jesus. Seja o sal que dá um sabor agradável, tão necessário à vida de todo homem e mulher, garoto e garota: o sabor agradável que só Jesus pode trazer à vida de uma pessoa. JIM

- Deus é santo, e importa que os que o servem sejam como Ele é.
- Não seja um agente secreto. Para deus isto não vale. Todo agente Seu dá a cara pra bater! Testemunha em Seu favor!
- Você é um agente do Senhor. Que tipo de trabalho está fazendo por Ele? Você representa bem seu Amigo Superior?


Pr. Marcelo Augusto de Carvalho SP 1997